top of page
Search

Alunos do 9° ano do Colégio Pedro II participam do Samba Minha Raiz

  • May 15
  • 3 min read
Projeto de educação patrimonial do Museu do Samba recebeu cerca de 50 estudantes do 9º ano, para visitação a exposições. bate-papo com sambistas e aula prática de samba no pé com diretora dos passistas da Mangueira
Projeto de educação patrimonial do Museu do Samba recebeu cerca de 50 estudantes do 9º ano, para visitação a exposições. bate-papo com sambistas e aula prática de samba no pé com diretora dos passistas da Mangueira

A manhã de aprendizado de 14 de maio de 2026 foi diferente para cerca de 50 alunos do 9º ano do Colégio Pedro II, unidade Tijuca 2. Meninos e meninas trocaram as carteiras escolares pelos salões do Museu do Samba, localizado aos pés do Morro de Mangueira, onde tiveram uma aula de samba no pé e visitaram as sete exposições em cartaz. Ouviram histórias sobre Cartola, contadas pela neta do próprio compositor, e quiseram saber detalhes dos bastidores da Sapucaí e do cotidiano de uma sambista consagrada, Amanda Mattos, coordenadora da ala de passistas da Estação Primeira de Mangueira.

 

A visita dos estudantes faz parte do projeto de educação patrimonial Samba Minha Raiz, realizado pelo Museu do Samba, com apoio do Governo Federal e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Política Nacional Aldir Blanc. O Samba Minha Raiz promove mensalmente ‘encontros com griôs’, no formato de rodas de conversa entre grandes referências artísticas do samba e do carnaval do Rio de Janeiro e estudantes de escolas públicas da região da Mangueira, São Cristóvão, Benfica e Tijuca.

 

As atividades desta quinta são resultado de uma iniciativa da Coordenadoria de Cultura do Colégio Pedro II, que procurou o museu assim que tomou conhecimento do projeto Samba Minha Raiz.

 


“Neste momento as turmas estudam o samba nos currículos de Educação Musical e de Português e avaliamos que a visita seria muito valiosa para o processo pedagógico. Estou muito encantada com o museu, com a beleza e a riqueza do que tem aqui dentro: a gente tem o manuscrito de ‘As rosas não falam’ e pode ver a letra do Cartola na nossa frente, além de riquezas da nossa cultura, do nosso povo, da nossa história; o museu é muito bonito, espaçoso e acolhedor e tem a importância da gente fazer esse movimento em direção à favela, já que o museu está instalado próximo a uma comunidade”, avaliou Karin Verthein, professora de Educação Musical do CPII.

 

Os estudantes foram recebidos por Nilcemar Nogueira, fundadora do Museu do Samba e neta do compositor Cartola e de Dona Zica, comandou um breve bate papo sobre a trajetória de seu avô, a história do museu, que este ano completa 25 anos, e sua importância social de estar em uma região vulnerável socialmente e, ao mesmo tempo, berço de uma escola de samba e de grandes compositores da MPB.

 

“O samba é  legado do povo escravizado, no canto, nos tambores, na oralidade e na sabedoria ancestral de um povo que transformou dor em celebração da vida. Cada roda de samba carrega a memória daqueles que vieram antes e insistiram em existir com dignidade; aqui no Museu do Samba temos a missão de dar continuidade à luta do povo preto a partir da valorização da cultura de matriz africana,  o samba, hoje registrado  Patrimônio Cultural  do Brasil”, defende Nilcemar.

 

Para Amanda Mattos, que comanda na Passarela do Samba os passistas da Verde e Rosa, a experiência é uma forma de valorizar o samba e o sambista, resgatando memórias e tradições junto às novas gerações.

 

“O samba é a maior manifestação cultural do Brasil e faz parte de nossas vidas durante todo o ano, por isso é importante mostrar aos mais jovens os fundamentos e a força desta cultura; as trocas despertam o sentimento de pertencimento e de afirmação de identidade cultural, al´me, claro, de ser muito divertido e proporcionar trocas riquíssimas”, comenta Amanda.



O projeto Samba Minha Raiz já promoveu encontros de estudantes de escolas municipais e creches públicas com baianas, carnavalescos, mestres de bateria e compositores, sempre, ao fim, uma atividade prática, como aula de bateria, composição de sambas-enredos ou degustação de acarajés.

 

“Por meio da educação patrimonial, o Samba Minha Raiz reafirma o samba como patrimônio imaterial brasileiro e linguagem de resistência da diáspora africana; seu objetivo é combater processos históricos de invisibilização, promovendo a identidade e o pertencimento entre os jovens, e garantindo que o conhecimento ancestral siga pulsando e sendo transmitido de geração em geração”, ressalta Nilcemar Nogueira.

 

Para participar, as instituições de ensino interessadas devem realizar uma inscrição prévia para o agendamento de seus estudantes pelo e-mail agendamentomuseudosamba@gmail.com .

 

 
 
Alianças do Museu
BV Logo_Principal_Digital.png
LOGO-COLORIDA-E-PRETO.png
WhatsApp Image 2021-11-01 at 11.48.01.jpeg
WhatsApp Image 2021-11-01 at 11.48_edited.png
logomarca-uerj.png
unibanco_edited.png
unirio.png

Conecte-se ao Museu do Samba

  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube

R. Visconde de Niterói, 1296 Mangueira, Rio de Janeiro, RJ
CEP 20943-001

bottom of page