Festival Mulheres na Roda de Samba ocupa o museu até outubro
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O Museu do Samba será palco do 1° Festival Mulheres na Roda de Samba. Criado para incentivar e dar visibilidade à produção autoral de mulheres sambistas, o festival terá quatro etapas eliminatórias entre junho e setembro, com a final programada para outubro. O consurso musical é exclusivo para mulheres (cisgênero e transgênero) com idade a partir de 18 anos, e tem como pré-requisitos que a composição seja inédita e de autoria da própria participante (com ou sem parceiras).
A participação no concurso pode ser solo ou em grupo, desde que o conjunto seja formado apenas por mulheres. Cada sambista pode assinar como autora em apenas uma composição, sozinha ou com parceiras. As três primeiras colocadas receberão prêmios em dinheiro, sendo R$ 3 mil para o primeiro lugar, R$ 2 mil para o segundo e R$ 1 mil para o terceiro. Para a vencedora na categoria ‘melhor intérprete’, o prêmio é de R$ 1 mil.
O 1° Festival Mulheres na Roda de Samba terá quatro eliminatórias, que acontecem em 13 de junho, 11 de julho, 08 de agosto e 12 de setembro. As candidatas se apresentação na roda de samba mensal do Museu do Samba, sempre aos sábados, com uma banda formada por percussionistas e instrumentistas também do gênero feminino. A final está programada para o dia 10 de outubro.
O festival é uma realização conjunta do Movimento Mulheres na Roda de Samba, iniciativa cultural e política comandada pela cantora Dorina Barros, e do Museu do Samba, que tem como fundadora e diretora de projetos Nilcemar Nogueira, neta do compositor Cartola e de Dona Zica da Mangueira e idealizadora do grupo Matriarcas do Samba.
“A Dorina tem sido uma parceira frequente e importante do Museu do Samba, então foi uma confluência de interesses culturais e visões em prol do fortalecimento da presença e do protagonismo feminino no samba, um gênero historicamente dominado por homens. O movimento criado por ela já realizou oito encontro anuais com dezenas de rodas femininas simultâneas no Brasil e em outros países. Já o Museu do Samba tem como filosofia a valorização da força feminina no samba, o resgate da memória do matriarcado do samba e a geração de oportunidades para as mulheres. Atualmente, estamos realizando o Quintal Delas, um projeto de mentoria artística para mulheres pretas, e vamos unir estas duas iniciativas a fim de aumentar a troca de ideias, experiências e compartilhamento de oportunidades”, afirma Nilcemar Nogueira.
