"Samba Minha Raiz" terá encontros de griôs do samba com novas gerações; inscrições estão abertas
- jeanclaudiosantana
- Jan 6
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O Museu do Samba (museudosamba.org.br) lança este mês o projeto Samba Minha Raiz, voltado à educação patrimonial de crianças e adolescentes atendidos em creches e escolas públicas do ensino fundamental. A prioridade será para instituições localizadas próximo ao Morro da Mangueira e região do entorno, que abrange Benfica e São Cristóvão, embora as localizadas em outros bairros também possam se inscrever. Para participar, as instituições de ensino interessadas devem realizar uma inscrição prévia para o agendamento de seus estudantes nas atividades programadas, pelo e-mail agendamentomuseudosamba@gmail.com .
O Museu do Samba fica na rua Visconde de Niterói, n° 1296, na Mangueira, Zona Norte do Rio, e funciona de terça a sábado, das 10h às 17h. O projeto Samba Minha Raiz é realizado pelo Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, através da Política Nacional Aldir Blanc.
O projeto Samba Minha Raiz será composto por seis “encontros com griôs”, no formato de rodas de conversa entre grandes referências artísticas do samba e do carnaval do Rio de Janeiro e o público infantojuvenil. Griô é um termo africano usado para nomear sábios contadores de histórias, reconhecidos pela comunidade e pela cultura à qual pertencem como detentores de saberes e guardiões da memória e das tradições orais. No caso deste projeto, os griôs são sambistas tradicionais que se consagraram em funções como mestre-sala, porta-bandeira, passista e mestre de bateria.

“Ao eleger o samba como fio condutor dos encontros, o Museu do Samba estabelece uma conexão direta com a comunidade da Mangueira, vista como uma raiz viva que precisa ser cuidada e reconhecida. Por meio da educação patrimonial, o Samba Minha Raiz reafirma o samba como patrimônio imaterial brasileiro e linguagem de resistência da diáspora africana; seu objetivo é combater processos históricos de invisibilização, promovendo a identidade e o pertencimento entre os jovens, e garantindo que o conhecimento ancestral siga pulsando e sendo transmitido de geração em geração”, explica Nilcemar Nogueira, fundadora do museu e neta do compositor Cartola de Dona Zica da Mangueira.
Promover o acesso à educação patrimonial para públicos em situação de vulnerabilidade social é a grande missão do novo projeto do Museu do Samba. O propósito central é visibilizar a produção cultural afro-diaspórica e fortalecer a preservação das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro (samba-enredo, samba de terreiro e partido alto), reconhecidas pelo Iphan como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
“A iniciativa do Museu do Samba pretende estimular a formação de uma rede ativa de pessoas e instituições comprometidas com a memória social do samba. É preciso valorizar o território onde as pessoas vivem e criam suas memórias e laços de pertencimento e, para isso, é importante envolver as escolas, os educadores, as famílias e os fazedores de cultura”, reflete Nilcemar Nogueira.



