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patrimônios
negros

Inaugurada no dia 02 de dezembro de 2024, a mostra Patrimônios Negros recorre ao acervo original de 170 depoimentos inéditos, concedidos ao Museu do Samba por grandes sambistas e registrados em vídeo entre 2009 e 2024. Partindo dos relatos biográficos, Patrimônios Negros revela bastidores e curiosidades dos desfiles, das rodas de samba e da vida social dos sambistas, por meio de vídeos, fotografias, fantasias, manuscritos de sambas e objetos pessoais dos artistas. 

 

A exposição Patrimônios Negros é patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e a Lei do ISS (Lei Municipal de Incentivo à Cultura).

 

Um dos itens expostos - até então inédito para o grande público - é o documento original do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que concedeu ao samba do Rio de Janeiro o título de Patrimônio Cultural do Brasil. Desenhos de Alcione, Cartola, Dona Zica e Candeia, produzidos pelo artista plástico Cadumen, dividem as paredes da primeira parte da exposição com minibiografias de sambistas que gravaram depoimentos para o acervo da instituição.

 

Entre os homenageados estão Noca da Portela, Tantinho da Mangueira, as porta-bandeiras Lucinha Nobre e Vilma Nascimento e o baterista Wilson das Neves. Manuscritos originais dos compositores Nei Lopes, Wanderley Caramba, Zé Luís do Império Serrano e Aluísio Machado também estão na mostra.  

Acervo audiovisual de referência no Brasil
Desde 2009, o Museu do Samba mantém o projeto de Memória e Salvaguarda das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, que já registrou 170 depoimentos em vídeo, todos originais e feitos diretamente a pesquisadores e colaboradores da instituição carioca. Os entrevistados são baianas, baluartes, porta-bandeiras, mestres-salas, passistas, mestres de bateria, ritmistas, carnavalescos, cantores e compositores considerados referências na vida cultural.


Os primeiros entrevistados foram Zeca da Cuíca e o compositor e pintor Wanderley Caramba, ambos da Estácio de Sá, em janeiro de 2009. Depois vieram nomes como Djalma Sabiá, fundador do Salgueiro, e Dodô, lendária porta-bandeira da Portela. De lá pra cá, o acervo soma cerca de 120 horas de gravações com nomes como Wilson das Neves, Monarco, Noca da Portela, Nelson Sargento, Dominguinhos do Estácio, Ito Melodia e Neguinho da Beija-Flor.


Entre as lideranças femininas que gravaram para o acervo do museu estão as cantoras Alcione, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, Tia Surica, assim como as porta-bandeiras Vilma Nascimento, Selminha Sorriso, Lucinha Nobre, Giovanna Justo e Squel Jorgea, e, também, as baianas Tia Glorinha do Salgueiro e Tia Nilda da Mocidade, entre outras.

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