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Fantasia do último defsile na Mangueira_Alvoradas de Cartola_Foto JC Santana_Divulgação.jp

alvoradas de cartola

  A principal exposição do Museu do Samba é um olhar íntimo e afetivo sobre a vida, os amores, as canções e a poesia de Angenor de Oliveira. Um ponto de vista e um modo de contar possíveis apenas para quem datilografou manuscritos do mestre, segurou o gravador (analógico) para registrar suas composições e, com água na boca, esperou ao seu lado, na porta da cozinha, a feijoada de Dona Zica ficar pronta. 

  A curadoria é assinada por Nilcemar Nogueira, neta de Cartola e Dona Zica, e fundadora do Museu do Samba – que aliás, foi inaugurado com o nome de Centro Cultural Cartola, em 2001, para abrigar o acervo do sambista.

  Os textos da exposição são assinados pelo poeta Geraldinho Carneiro, que analisa a poética de Cartola, pelo escritor Maurício Barros de Castro, autor do livro ‘Zicartola: política e samba na casa de Cartola e Dona Zica’, e pelo sociólogo Paulo Baía, além da própria Nilcemar.

    Além de recorrer à reserva técnica do Museu do Samba, Nilcemar revolveu memórias e o próprio acervo pessoal, mobilizou amigos ainda vivos de seu avô e acionou instituições que guardam registros do compositor, entre elas a Fundação Museu da Imagem e do Som, Instituto Moreira Salles, Arquivo Nacional, Acervo Histórico Light e Biblioteca Nacional.

    O resultado é uma mostra interativa com mais de cem itens, organizados em sete núcleos, batizados de ‘A poética de cartola’, ‘Cartola e o morro’, ‘Zica e Cartola’, ‘Zicartola’, ‘A Mangueira’, ‘Zica é Mangueira, é Rio, é do Brasil’, ‘Cartola é o Brasil’. Estão expostos objetos pessoais, fotos, capas de discos, manuscritos de canções, e farto material audiovisual, com ilhas para audição de canções e sala para exibição de um documentário ( do Globoplay) sobre a trajetória de Cartola.

  Duas poesias inéditas de Cartola estarão presentes na mostra, com os manuscritos expostos publicamente pela primeira vez. Uma delas, intitulada ‘Quero mais rugas na face’, ganhou uma interpretação de Fernanda Montenegro, exclusiva para a exposição, que poderá ser ouvida em uma das ilhas de áudio.

  Também serão exibidos vídeos com depoimentos inéditos, gravados exclusivamente para a exposição, de amigos e parceiros do sambista. São eles: Walter Firmo, fotógrafo amigo de Cartola e autor de algumas das fotos mais antológicas da vida do compositor; Dalmo Castello, parceiro em canções como ‘Corra e olhe o céu’ e ‘Disfarça e chora; Milton Manhães, produtor e arranjador; e Claudio Jorge de Barros, violonista.

 Entre os objetos pessoais, destaque para o violão de Cartola, o manuscrito original de ‘As rosas não falam’, o gravador usado pelo mangueirense para gravar suas composições e uma réplica do figurino usado por Cartola na comissão de frente da Mangueira em 1978, ano de seu último desfile na Verde e Rosa. Com um detalhe: a fantasia foi usada por Leci Brandão no Show das Campeãs do Carnaval de 2025 e doada pela artista para a exposição.

   Na área interna do Museu do Samba, em frente à entrada da exposição, uma instalação de madeira reproduz a fachada com a janela da casa de Cartola e Dona Zica no Morro de Mangueira, eternizada em foto de Walter Firmo, mostrando o casal debruçado na janela olhando o canteiro de rosas que inspirou a criação de ‘As rosas não falam’. Já no núcleo sobre Dona Zica, o visitante se depara com uma instalação com dezenas de colheres de pau, uma alusão ao talento culinário da famosa líder do Morro de Mangueira.

Alianças do Museu
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